Foto: Pixabay/joaolimafotografias

Pesquisadores da USP sugerem modelo para reduzir impactos ambientais da extração de madeira na Amazônia

Um estudo realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), de Piracicaba (SP)propôs novas estratégias para o manejo de áreas que recebem extração de madeira legal na floresta Amazônia. O intuito é preservar a biodiversidade e reduzir os impactos da extração no ambiente.

A pesquisa utilizou modelos de simulação que resultou no critério ‘distância mínima de corte’ (DMCdistância).

Esse critério considera a proximidade entre as árvores que permaneceram, ou seja, que não foram cortadas, e a atividade dos seus polinizadores, como abelhas, mariposas e outros insetos.

Essa distância mínima entre as árvores remanescentes é vital para que os insetos continuem com a polinização, fator que permite a troca genética e reprodução das árvores. Isso, a longo prazo, facilita no crescimento de nova vegetação e conservação da biodiversidade da Amazônia.

“O que a gente está propondo é avaliar a distância média que naturalmente existe na floresta entre os indivíduos de uma espécie […] e vermos o quanto o polinizador, porque cada planta precisa ser polinizada, voa, em média, de uma árvore para a outra. Não podemos alterar isso [distância de vôo dos polinizadores]. Precisamos manter esse polinizador fazendo o trabalho dele para ele polinizar as plantas e depois elas produzirem sementes”, informa Edson Vidal, pesquisador do Departamento de Ciências Florestais da Esalq/USP e um dos responsáveis pelo estudo.

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